O início do período é sempre um tempo de grande azáfama e muito trabalho, papéis, papéis e mais papéis!... Finalmente, hoje acabei por arranjar um tempinho para aqui deixar umas palavritas. Desejo a todos um bom ano, cheio de muitos êxitos e de grandes aprendizagens!
Não se esqueçam de que este blog existe para vos apoiar e ajudar a aprender mais. Conto convosco e com as vossas ideias e sugestões! Bom trabalho!
A vossa professora.
"Todos a bordo!.." é um blogue da responsabilidade do grupo disciplinar 200 do Colégio Nossa Senhora da Graça de Vila Nova de Milfontes, mais concretamente das docentes que lecionam a disciplina de História e Geografia de Portugal. Tem como principais destinatários os alunos do 2º ciclo. A partir deste cantinho aconchegante junto à foz do rio Mira, propomos uma viagem ao passado, neste país que queremos dar a conhecer.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
As invasões Francesas
Ouvi por aí dizer que os meus meninos do 6º ano estão muito preocupados com o teste de avaliação! Será verdade?
"Ai, se a professora nos desse uns apontamentos com a matéria que vai sair! Era tão bom!!! Ai, estudar pelo livro é tão difícil!..."
Será mesmo assim ?
Bom, a verdade é que chega a altura de preparar o teste de avaliação e todos procuram o tal resumo da matéria.
Ora aqui vai o resumusito!...
"Ai, se a professora nos desse uns apontamentos com a matéria que vai sair! Era tão bom!!! Ai, estudar pelo livro é tão difícil!..."
Será mesmo assim ?
Bom, a verdade é que chega a altura de preparar o teste de avaliação e todos procuram o tal resumo da matéria.
Ora aqui vai o resumusito!...
Nos inícios do século XIX a França era governada por Napoleão, um chefe autoritário e implacável que ambicionava estender o seu poder a toda a Europa. Com o objetivo de dominar a Inglaterra, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, medida que consistia em obrigar os reinos da Europa a fechar os seus portos aos barcos ingleses.
O rei de Portugal, D. João VI não aceitou o Bloqueio Continental e continuou a autorizar a entrada dos barcos ingleses nos nossos portos.
Perante a recusa do rei de Portugal, Napoleão mandou invadir Portugal.
Entretanto, receando a ameaça de invasão, o rei português resolveu partir para a colónia portuguesa do Brasil, juntamente com a família real e muitos membros da corte.
Durante o período compreendido entre 1807 e 1811, Portugal sofreu três invasões francesas:
1ª - em 1807 - comandada pelo general Junot;
2ª- em 1809 - comandada pelo general Soult;
3ª - em 1810 - comandada pelo general Massena;
Durante este período da História, Portugal viveu tempos difíceis, pois os soldados franceses espalharam o medo e a destruição por todo o país.
Os portugueses contaram com a ajuda dos soldados ingleses para poderem vencer os exércitos franceses e expulsá-los do reino. Portugueses e ingleses formaram um exército: o exército anglo português ou luso-inglês. De entre as batalhas mais importantes deste período da História destacam-se as do Vimeiro e da Roliça (durante a primeira invasão) e a do Buçaco (na terceira invasão).
Depois da batalha do Buçaco (a última), os franceses derrotados, mas ainda com alguma força para resistir, tentaram entrar em Lisboa, mas foram impedidos de avançar na zona das linhas de Torres Vedras, onde se encontravam muitos soldados portugueses e ingleses. Depois disto, retiraram-se definitivamente do nosso país.
Tenho dito!
Depois da batalha do Buçaco (a última), os franceses derrotados, mas ainda com alguma força para resistir, tentaram entrar em Lisboa, mas foram impedidos de avançar na zona das linhas de Torres Vedras, onde se encontravam muitos soldados portugueses e ingleses. Depois disto, retiraram-se definitivamente do nosso país.
Tenho dito!
E chega! Se souberem isto é muito bom!
| Comemorações do Bicentenário das Invasões Francesas - Almeida - Agosto de 2011 |
A arqueologia é uma atividade fantástica!
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| sarcófago egípicio |
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| descobertas arqueológicas |
Quantos de nós não sonharam um dia ser arqueólogos? Sei que alguns de vocês gostariam de ter, um dia, essa profissão. É uma profissão aliciante, não pela remuneração, isto é, pelo dinheiro que com ela se pode ganhar, mas pelo espírito de aventura que proporciona, pela satisfação de pôr a descoberto o passado, pelo gozo de poder reconstituir, juntando peças do passado, tal como num jogo de puzzle, a história dos nossos antepassados...
O arqueólogo é uma espécie de detetive da História, pois o seu trabalho consiste em descobrir os vestígios materiais da presença do Homem no espaço e, a partir deles, com muita paciência, e estudo (são necessários muitos estudos comparativos), reconstituir os seus modos de vida.
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| a "peneira" é um instrumentos de grande utilidade para os arqueólogos |
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| arqueologia subaquática ("aventura dois em um") |
D.Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal
O primeiro é sempre o primeiro! D. Afonso Henriques é certamente o rei mais conhecido da História de Portugal. Viveu no século XII, há cerca de 800 anos atrás e fundou o reino de Portugal. Por isso, ele foi o primeiro de todos os reis que nos governaram, desde 1143, data da independência do reino, até 1910, data da implantação da República em Portugal.
Deixo-vos uma pequena animação em video sobre D. Afonso Henriques. Divirtam-se!!!
Deixo-vos uma pequena animação em video sobre D. Afonso Henriques. Divirtam-se!!!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Pela leitura também se aprende!...
Aos meus alunos do 6º ano
Bem, pelo entusiasmo que mostraram na aula, bem poderíamos ter ocupado quatro tempos letivos a trocar ideias e a falar sobre o terramoto de 1755, que certamente não teriam chegado para matar a vossa curiosidade relativamente ao tema!...
Então, que tal, ficarem a conhecer um pouco mais sobre esse acontecimento trágico que foi o terramoto de 1755?
Proponho-vos, por isso, a leitura de uma narrativa, já com alguns aninhos, mas ainda atual - "O Dia do Terramoto", da coleção "Viagens no Tempo" de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Esta narrativa conta a história de dois jovens da vossa idade, a Ana e o João que, na companhia de um velho cientista, o Orlando, decidiram embarcar numa viagem no tempo... E foi, como todas as aventuras que se prezam, uma viagem cheia de emoções e peripécias engraçadas. Vale a pena ler!!!
Na parte final do livro, os mais curiosos e interessados poderão encontrar um conjunto de informações relativas ao período histórico abordado (o século XVIII).
Na parte final do livro, os mais curiosos e interessados poderão encontrar um conjunto de informações relativas ao período histórico abordado (o século XVIII).
Boa leitura!!! E não se esqueçam que através da leitura também se aprende.
O terramoto de 1755
Apesar de narrado em alemão, o filme que aqui vos deixo vale pelo realismo das imagens!
Fica, no entanto aqui um pequeno resumo:
"No dia 1 de Novembro de 1755, pelas nove horas e trinta minutos, a terra começou a tremer violentamente, deitando abaixo centenas de edifícios por toda a cidade de Lisboa e matando milhares de pessoas que se encontravam em suas casas e/ou no interior das igrejas. Como não existia iluminação elétrica no século XVIII, a chama das velas e das fornalhas e lareiras depressa alastrou às madeiras das mobílias e à cobertura de tetos e telhados, provocando grandes incêndios por toda a cidade. Após o primeiro abalo, outros abalos mais fracos se sucederam. As águas do Tejo, pareciam ter recuado e aparentavam uma estranha calma. Horas depois do primeiro susto, uma onda gigantesca vinda do oceano entrou pela cidade adentro, arrastando consigo tudo o que ia encontrando pela frente: barcos, pessoas, entulhos... e semeando o caos. No meio dos gritos de aflição dos feridos e daqueles que procuravam aflitivamente os familiares perdidos, surgiam malfeitores que tentavam arrancar as jóias presas aos pescoços e aos dedos dos cadáveres e vasculhar os escombros à procura de riquezas.
Tornava-se urgente organizar a vida da cidade. O Marquês de Pombal, ministro do rei de Portugal D. José, entrou em ação e, sem exitação, mandou recolher os feridos e moribundos, sepultar os cadáveres, recolher as riquezas que se encontravam debaixo dos escombros de igrejas e palácios e prender os ladrões. Depois desta primeira ação tornava-se necessário remover os escombros para que a cidade pudesse voltar a renascer com novas casas, ruas, praças e largos..."
Atualmente, graças à tecnologia, é possível recriar virtualmente alguns monumentos e edifícios já desaparecidos. Se clicares no link em baixo, poderás ver como eram alguns dos palácios, igrejas e edifícios de Lisboa antes de terem sido total ou parcialmente destruídos pelo terramoto de 1755.
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