segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Tráfego urbano - Um problema com mais de 100 anos

Embora vivamos numa pacata vila do litoral alentejano, conhecemos a realidade dos grandes meios urbanos e sabemos como o tráfego automóvel constitui hoje um problema para todos os que diariamente se deslocam, não só das periferias para os grandes centros urbanos, como também para os que se deslocam no interior das cidades.
É verdade que o intenso tráfego automóvel nas grandes cidades é uma realidade das últimas décadas. Temos  dificuldade em imaginar as ruas das nossas vilas e cidades sem automóveis e sem autocarros. Isto leva-nos a uma interrogação: e como seriam as cidades de há 100 ou 120 anos atrás? Venham, então fazer connosco uma viagem à cidade de Londres nos inícios do século XX (1903) e conhecer as suas movimentadas ruas.
Para aqueles que conseguirem ter paciência para ver o pequeno filme do princípio até ao fim, lançamos um desafio: contar o número de automóveis. Para confirmar a resposta, terão que estar atentos às próximas notícias no blogue. Boa visualização e olhos bem abertos!
 
B
 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O primeiro automóvel em Portugal

 

 
 
Há 120 anos atrás, um ilustre aristocrata português,  D. Jorge de Avillez, residente na vila de Santiago do Cacém, recebeu, na alfândega da cidade de Lisboa uma  encomenda muito especial, um automóvel Panhard Levassor, um veículo com motor capaz de circular a 20 quilómetros por hora. Era uma coisa inacreditável, um veículo sem cavalos, capaz de mover-se sozinho, coisa nunca vista em Portugal!!! Imagine-se a curiosidade e o pasmo das gentes de Lisboa ao ver desembarcar tão estranho veículo.
Na alfândega foi necessário registar e taxar o veículo, o que constituiu um verdadeiro problema, já que nenhum dos diligentes funcionários  daquele posto de controle de mercadorias o era capaz de classificar. Como fazer? Classificá-lo como uma máquina agrícola ou como um locomobile, um veículo movido a vapor? A segunda hipótese levantada foi aquela que  fez mais sentido e o primeiro automóvel existente em Portugal, um veículo a motor de combustão, foi registado como um veículo a vapor.
D. Jorge Avillez e o seu grande amigo, José Benedito Hidalgo de Vilhena,  naquele longínquo dia 11 de outubro de 1895, ansiavam por fazer a travessia do Tejo para que, chegando à margem sul do rio, pudessem dar início à longa viagem que tinham pela frente até Santiago do Cacém, 150 quilómetros a 15 quilómetros à hora, era uma jornada interminável.
Com a ajuda preciosa de um mecânico, foi possível pôr o veículo a funcionar e, para pasmo do curiosos que assistiram a tal manobra, os três homens iniciaram a viagem da margem sul do Tejo até Santiago do Cacém.
  
 
  Ao entrar na vila de Palmela, um aparatoso acidente quase estragou aquela primeira viagem de automóvel, pois um burro teimoso, habituado à pacatez das velhas estradas e caminhos de terra batida, não conseguiu escapar-se a tempo às rodas do veículo automóvel  e levou uma tal pancada que o deixou atordoado e sem vida à beira da estrada. Por sinal, o dono do automóvel era um senhor conde, rico e endinheirado, pelo que o problema do atropelamento do burro não foi difícil de resolver.  D. Jorge de Avillez, assumindo a culpa do acidente, abriu a carteira e entregou ao dono do burro dezoito mil réis, dinheiro que, na altura, era suficiente para pagar três burros. Resolvido o problema, sem intervenção de autoridades, pois tal necessidade não se fazia ainda sentir em Portugal,  os três homens puderam realizar,  em paz e sem mais acidentes de percurso, a viagem até Santiago do Cacém.
  
O primeiro automóvel português é hoje um objeto de museu e encontra-se em exposição ao público no Museu da Alfândega da cidade do Porto.
 
Foto em cima. arquivo MTC/Luís Ferreira Alves
 
O automóvel que poderás observar no vídeo é um protótipo (um modelo idêntico) ao veículo mencionado no texto que acabaste de ler.
 
 
 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Consegues dizer o teu nome completo num só folgo?


Parece-te uma pergunta estranha? Talvez seja, porque, certamente o teu nome completo não terá mais do que cinco ou seis nomes, por isso facilmente o podes dizer de uma assentada.
Pois fica sabendo que há 100 ou 150 anos atrás, as raparigas e rapazes da alta nobreza tinham nomes tão compridos, que era uma verdadeira proeza conseguir dizê-los de uma assentada, ou escrevê-los sem ficar com uma verdadeira dor de braço!
Vou-te, então apresentar uma  menina chamada
D. Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança.
 
Sabes de quem se trata? Ora adivinha...
 
 
Conseguiste ler o nome por baixo da fotografia? Pois trata-se, de uma menina de que já ouviste falar, a pequena princesa real D. Maria da Glória, filha do príncipe D. Pedro IV de Portugal (Pedro I do Brasil) e da rainha D. Leopoldina e neta do rei de Portugal D. João VI.
D. Maria da Glória, nascida no Brasil,  viajou muito nova para a Europa (Inglaterra e França), com o propósito de "aprender" a ser uma "verdadeira rainha", já que foi escolhida por seu pai em 1826, para ser a herdeira do trono de Portugal.
D. Maria da Glória foi rainha de Portugal entre 1834 e 1853 e ficou conhecida na História de Portugal como D. Maria II, a Educadora. Foi uma grande rainha e uma mãe extremada, tendo dado à luz onze filhos. Morreu de parto ao dar à luz o seu último filho.
 
 
 

 Se as raparigas tinham nomes compridos, nem sei o que dizer sobre o nome dos rapazes!... Ora vamos lá a conhecer o nome completo dos dois irmãos desavindos D. Pedro e D. Miguel...
 

Sua Alteza Real, D. Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
 
 
 Sua Alteza, D. Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

1 de dezembro de 1640

Apesar de não ser dia feriado, estamos aqui para lembrar um aniversário importante da nossa História, o aniversário da Restauração da independência de Portugal face ao domínio espanhol. Hoje, na aulas de História e Geografia de Portugal das turmas do 6º ano, evocámos os 374 anos da independência, com a audição do Hino da Restauração e com a distribuição de bandeirinhas. Foi um momento muito curto, mas importante, que esperamos fique guardado na memória!
 
 


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Aprender História de forma divertida!

O programa televisivo "Conta-me História" transmitido em episódios pela RTP 1  durante o ano 2013 tinha  como objetivo dar a conhecer ao país a sua História de uma forma leve e divertida. Proponho-vos que assistam a um dos episódios desse programa, narrado  pelo apresentador  Luís Filipe Borges e pelo historiador Fernando Casqueira e que tem como título "Transferência da Corte para o Brasil".
Através da visualização deste espisódio do programa "Conta-me uma História" podereis ficar a conhecer melhor o período das  Invasões Francesas e da saída da Corte para o Brasil, conteúdo programático que temos vindo a estudar nas aulas de História e Geografia. Acompanhando o episódio narrado, podereis viajar no tempo e no espaço, conhecendo a época histórica narrada, o espaço geográfico em que tiveram lugar os acontecimentos e, porque não, também alguns dos "segredos mais bem guardados" (fofocas, diriam os nossos amigos brasileiros), dos nossos antepassados, narrados ou representados com muito humor.
 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Carlos Seixas, um compositor português do século XVIII

 
Carlos Seixas foi um grande compositor, cravista e organista do século XVIII. Aos 16 anos, deixou a sua terra natal, Coimbra, e partiu para junto da corte em Lisboa para trabalhar como músico. Para além de grande compositor, Carlos Seixas foi  organista da Sé Patriarcal de Lisboa e da Capela do Palácio Real. Vamos ouvir um dos seus concertos  para harpa e cravo. Boa audição!
 
 

D. João V, o Magnânimo

D. João V, o célebre rei dos quintos, foi, como pudemos verificar nas nossas aulas de História e Geografia de Portugal, um rei muito rico, altivo e poderoso. Governou Portugal entre 1706 e 1750, num longo reinado marcado pelo absolutismo régio. O rei absoluto tinha nas suas mãos todos os poderes: o poder de fazer as leis (poder legislativo), o poder de governar (poder executivo) e o poder de fazer a justiça (poder judicial). Ele era, de facto um grande senhor!!! Vamos conhecê-lo melhor!