terça-feira, 17 de dezembro de 2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A viagem da batata!


Os alimentos também têm História!...
 
 
Hoje de manhã, ouvi a notícia de que a dieta mediterrânica foi classificada como  património imaterial da Humanidade pela Unesco. Como portugueses, devemos estar orgulhosos do facto de o nosso país pertencer a um conjunto de países que preservam este tipo de alimentação baseada na ingestão de alimentos saudáveis como o azeite, o pão, o peixe e o vinho.
 
O tema "alimentação" geralmente abordado na disciplina de Ciências Naturais, também pode ser abordado numa perspetiva histórica, uma vez que ela é e sempre foi essencial à vida do Homem na Terra, responsável por transformações e mudanças na organização social, causa de conflitos, guerras e conquistas...
Hoje vou começar por vos falar de um alimento que não é originariamente europeu e como tal, pouco mencionado quando se fala da dieta mediterrânica: a batata. Ela faz parte da nossa alimentação diária, sendo consumida e confecionada das mais variadas e diferentes formas. No entanto, nem sempre foi assim. Os nossos antepassados europeus que viveram há mais de 300 anos, não conheciam a batata. Ela é uma planta originária de um país chamado Perú que fica localizado na América do Sul. Foi trazida para a Europa no século XVI pelos navegadores e descobridores espanhóis que exploraram essa região.
No século XVII, a batata era cultivada na Europa, mas servia apenas de alimento para o gado. Só no século XVIII, em períodos em que a fome apertou é que os seres humanos ousaram experimentar tal alimento. E não é que ficaram a gostar?
Antes da introdução da batata, o alimento energético mais comum era o pão (de trigo, de centeio ou milho). No norte de Portugal consumia-se a castanha, razão pela qual os camponeses do norte, quando começaram a introduzir a batata na sua alimentação diária, a apelidaram  de "castanha das Índias" (isto, por causa da tal confusão de Cristóvão Colombo, o descobridor da América que, em 1482,  ao desembarcar nas Antilhas, julgou ter descoberto a Índia).
 



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Teriam pernas de pau e caras de mau?


 
A Pirataria sempre foi um tema que suscitou muita curiosidade entre os mais novos.
Serão os piratas apenas figuras e personagens que alimentam o imaginário das crianças e jovens, ou terão mesmo existido?
A verdade é que a pirataria foi mesmo uma realidade e a História, principalmente a dos séculos XVI, XVII e XVIII está repleta de histórias de pirataria.
 
Hoje vou contar-vos uma verdadeira história de piratas, uma história da grande História! Ora prestem atenção!
 
"Esta história passou-se numa pequena vila de pescadores da costa alentejana cujo nome era Vila Nova de Milfontes. Estávamos no ano de 1590, coisa, menos coisa. Vila Nova de Milfontes era ainda uma terra pequenina. Era um dia santo e, como tal, dia em que toda a população acorria à pequena igreja local para assistir à missa. Nesse dia, como era hábito acontecer nos dias santos, os pescadores não saíram para o mar e os homens da lavoura pousaram  as suas alfaias. No forte, os soldados dormitavam, jamais imaginando que uma armada de galés de piratas pudesse surgir na barra...
Quando à saída da igreja, homens e mulheres se aperceberam do que estava a acontecer, era tarde de mais. Murata Rais, o famoso corsário mouro entrara na barra com as suas galés e ordenara aos seus homens que descessem os botes e atacassem a vila.
Os piratas eram às centenas e estavam bem armados. Entraram em todas as casas da vila para roubar os pobres e parcos haveres das pessoas. Depois, zangados com a pobreza do saque, deitaram fogo às casas e, passando pelas cercas e pequenas hortas, queimaram as culturas, principalmente as vinhas e os trigais que eram o sustento da população naquele tempo.
Por toda a vila se ouviam gritos, clamores e choros. A população corria para onde podia, tentando esconder-se nos canaviais que rodeavam as cercas e nas dunas, mas os piratas eram muitos e corriam, corriam, corriam...
Ao partir, a armada de Murata Rais levava consigo muitos habitantes cativos. O que iria ser daquela gente? Teriam outro destino a não ser a escravatura?
Os velhos que ficaram para trás, olhavam o horizonte para lá da barra e choravam pelos filhos que viam partir e que, certamente não voltariam a ver!... "Malditos piratas, o que iremos fazer agora da nossa vida", diziam...
 
Fonte: António Martins Quaresma, in "Apontamento Histórico sobre Vila Nova de Milfontes", (2ª edição), 1988
 


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Uma salada russa de povos e de culturas - 2


Em Sião, na China e no Japão, os portugueses contactaram connosco e  com os  hábitos e costumes que eles consideraram bastante estranhos e que, por isso, lhes causaram grande admiração.
Nós, povos do Oriente estávamos habituados a receber bem os nossos visitantes e gostávamos de os presentear com uma chávena de chá.  O arroz era o nosso principal alimento e comíamo-lo  com pauzinhos. Naquela época achámos que os portugueses eram gente sem grande educação, pois comiam com as mãos e bebiam em copo sem oferecer aos convivas.   Não conheciam  o papel, nem sequer a nossa forma de escrita. Assim que chegaram `as nossas paragens, mostraram-se interessados em comerciar as nossas porcelanas e a nossa seda. No fundo, não pareciam má gente...
 
 
No Brasil os portugueses encontraram os índios, pessoas  de cor parda ou avermelhada como eu e com o cabelo muito negro e liso. Os homens cortavam o cabelo por cima das orelhas e as raparigas usavam-no caído sobre os ombros. Andávamos nus e, por vezes enfeitávamos a cabeça   com penas de papagaio e arara. Os homens pintavam o corpo com uma tinta de cor negra e atravessavam o lábio inferior com um osso. Naquele tempo vivíamos da caça, da pesca e da recolha de frutos silvestres, muito abundantes nas florestas. Algumas tribos cultivavam a mandioca. Usávamos arcos e flechas e caçávamos com grande destreza e habilidade. Conhecíamos bem os animais da floresta e respeitávamo-los. Vivíamos em cabanas feitas de troncos e folhagens e dormíamos em redes suspensas de troncos. 
 

Uma salada russa de povos e de culturas

Ao longo dos séculos XV e XVI, os portugueses,  no decorrer das inúmeras viagens que os levaram a lugares até então desconhecidos na África, Ásia e América,  conheceram e contactaram com povos de raças e culturas muito diferentes. Vamos conhece-los...


 

Nas terras a sul do deserto do Sara, os portugueses
encontraram pessoas de raça negra, como eu. Nessa
época os povos africanos viviam da caça, da pesca, e 
da recolha de frutos. Algumas tribos praticavam a
pastorícia. Tínhamos hábitos e costumes muito
diferentes dos portugueses, vivíamos em palhotas
e praticávamos a poligamia (os homens casavam
com várias mulheres).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na Índia, os portugueses encontraram um povo de pele
escura com hábitos e costumes muito diferentes dos
europeus. As senhoras como eu vestiam túnicas compridas, muito coloridas que tinham o nome de saris e os homens  usavam longas túnicas brancas e turbantes. Quando chegaram à nossa terra, os portugueses mostraram-se interessados em adquirir as especiarias que por aqui existiam em abundância.

 

Olá amigos! Bem vindos ao novo ano letivo 2013-2014!

Depois da longa pausa das férias de verão, aqui nos encontramos para dar início a mais um ano letivo. Queremos continuar a partilhar convosco informações, vídeos, curiosidades, trabalhos realizados por colegas, sites e/ou blogues interessantes para o estudo da Geografia e da História entre outros, os   quais vos ajudarão a saber  mais e a despertar o gosto pela disciplina. Ao mesmo tempo, queremos continuar a proporcionar-vos muitas viagens pela Geografia e pela História de Portugal, dando-vos a conhecer lugares e acontecimentos.  Para isso precisamos que nos visitem com regularidade!
O Colégio irá, este ano proporcionar a todos os alunos que gostam de viajar pelo passado e conhecer a  História,  a oportunidade de participarem num Clube da História. Iremos acompanhar de perto as atividades dinamizadas pelo clube, prometendo notícias para breve. Fiquem atentos!
Para todos, o desejo de um ano com muito sucesso!
 
As vossas professoras
 
 
O esquema/ resumo temático que em baixo vos apresentamos, poderá ser muito útil no arranque do novo ano escolar, uma vez que vos ajudará a recordar o último tema estudado no ano letivo anterior. Olhem para ele com muita atenção!


 

segunda-feira, 1 de julho de 2013